sexta-feira, 18 de junho de 2010

Discurso do presidente da SME por ocasião da entrega de titulo de Professor Emérito pela UFMG ao professor doutor Alcebíades de Vasconcelos Filho

Senhoras e Senhores:
Meu colega e amigo Alcebíades:

Na noite insone e solitária de um CTI, cortado o silêncio de quando em vez pelos sinais sonoros dos aparelhos ligados aos pacientes, recusava-se minha mente a entregar-se ao abandono de um ócio total, tão acostumada a manter-se permanentemente viva e agitada em busca de criar situações, costurar ações e perseguir idéias a preencher e ver realizar os sonhos e esperanças com que sempre me cerquei.
Associações de fatos logo antes ocorridos vieram fluindo e se encaixando pela rememoração dos mesmos e observação dos movimentos tímidos à minha volta da equipe em vigília naquele espaço de recuperação. E, daí, a extração de lições e a formulação desta página em que agora me proponho a homenagear um amigo e colega, o mais que acima de tudo mestre Alcebíades.
A primeira delas, a lição do amor. E vi as enfermeiras e outras auxiliares na sua agenda árdua e cansativa se sucedendo nos turnos e se multiplicando nas mais comezinhas tarefas, sempre fazendo do paciente o objeto de sua atenção e carinho, sem se deixar trair por um desgosto por acaso existente em sua vida pessoal, em seu cansaço, imagens permanentes de dedicação e zelo pela sua missão de trazer confiança e esperanças aos delas necessitados.
A segunda, a do desempenho profissional criterioso e sério. E vi o corpo clínico, médicos, terapeutas, laboratoristas, cada um a cada momento se acercando daqueles a seus cuidados, com o mesmo gesto de amor, disseminado, mas perceptível na fisionomia indagadora e gestora dos sintomas expostos ou pesquisados, representando legitimamente a profissão abraçada, a buscar nas lições aprendidas nos anos de Escola e de trabalho diário as soluções almejadas à cura das deficiências postas à sua dedicação.
Finalmente, a terceira, na figura do mestre a comandar as operações, líder maior de toda a equipe, encarnando em si a essência dos ensinamentos coletados desde Galeno, do qual se via emanar a segurança e a mesma aura de conhecimento e ternura a envolver todos em sua esfera de atuação, comandados e pacientes.
E, foi assim, que, na noite insone, a peregrinação do pensamento pelo que me circundava me levou num átimo à cobrança interna do que me propusera fazer em outra noite em que o colega e amigo receberia as homenagens pelo seu sacerdócio na cátedra. E, em um instante, vi, nas fixações levantadas, uma identidade comum, a mesma cadeia de ligações nas diversas etapas ou níveis da Engenharia e quiçá o mesmo se dê com as diversas Ciências que o homem formulou.
E vi a figura do Mestre, infelizmente tão pouco reverenciada neste País, tão necessário se faz se desponte e projete da própria plêiade de professores que labutam a tempo integral nas salas e laboratórios das universidades, figura líder que pontifica no topo desta cadeia de profissionais e artífices a construir o desenvolvimento das sociedades em todo o Mundo.
E o amor com que um humilde pedreiro coloca na busca de perfeição que quer ver num simples alinhamento de tijolos, tornando por isto uma obra mais que bem acabada, é o mesmo amor que vem dos engenheiros que o comandam no dia a dia a designar e acompanhar tarefas, o mesmo amor que um dia o mestre lhes transmitiu no entusiasmo com que discorria sobre as teorias, equações, problemas e soluções a formar as cabeças desejosas de conhecer e aprender as artes da profissão escolhida. E este o amor que sempre víamos no colega Alcebíades, a discorrer com excitação problemas resolvidos no decorrer das aulas.
E o profissionalismo e a ética, características essenciais no desempenho das atividades que o diploma nos confere, transforma-nos, engenheiros, na aplicação prática dos ensinamentos recebidos em representação legítima da ciência maior que adotamos para desbravar, assimilar e desenvolver na busca dos ideais maiores de cidadãos em plenitude que somos. E assim também vamos encontrar o colega e amigo a respeitar o título conquistado e a difundir as excelências da Engenharia mòrmente entre aqueles iniciantes do trajeto pretendido,
Mas eis que se faz necessária a figura do Mestre, na atividade que vai prolongar pelos séculos a salvaguarda de todo o conceito científico acumulando-se ao longo dos tempos. Enquanto, com amor, desenvolvemos nossa atividade, enquanto com profissionalismo representamos a Engenharia que abraçamos, resta a uns poucos a missão gloriosa de se integrarem no conjunto dos que colocam acima de seus interesses imediatos a delicada missão de fazer com que os ensinamentos trazidos ao longo dos tempos se espalhem entre os novos proponentes a utilizá-los. Nada adianta somente recolher na frieza dos compêndios e computadores o conhecimento científico acumulado pela humanidade, indispensável o ser humano a introduzir sua explicação direta dos mesmos, a fazê-los se acompanhar do entusiasmo e da alegria que o saber traz á alma e desperta a vontade á inovação e ao avanço da erudição. E aí, pontificando entre nós, surge a amiga presença do colega Alcebíades, em que sempre vimos, mais que uma representação a própria encarnação da Engenharia e que, hoje, com a maior justiça, se laureia com o título de Professor Emérito.
E é por isto que, representando uma associação de profissionais de todos os ramos da Engenharia, pelo cargo que me conferiram de direção na Sociedade Mineira de Engenheiros, mas assumindo com alegria a particularidade de ter cursado com ele os bancos universitários e estar com ele entre esta turma sempre unida e vitoriosa de 1962,
Venho trazer-lhe nesta noite memorável nossa saudação, nossa admiração e o mais entusiasmado de nossos aplausos.

sábado, 19 de setembro de 2009

O NOSSO PRESIDENTE

Márcio Damazio Trindade
Data de Nascimento: 01/10/1937
Local de Nascimento: Belo Horizonte – MG


EMPRESAS DE QUE PARTICIPA COMO SÓCIO E DIRETOR

MDT – Consultoria e Projetos Ltda. - Brasil
Consultoria em negócios, produtos, mercados, financiamento, compra e venda de empresas, joint ventures.
Período: 1991 até hoje

M. Trindade Representações Ltda. - Brasil
Escritório de representações técnicas
Período: 1973 até hoje

ENTIDADES PÚBLICAS OU PRIVADAS

Cargo Atual:

SME - Sociedade Mineira de Engenheiros
Sociedade Mineira dos Engenheiros
Posição: Presidente
Mandato: 2005 a 2008 / 2008 a 2011

Cargos Ocupados:

INDI – Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais
Agência de desenvolvimento industrial do Estado de Minas Gerais
Posição: Presidente
Período: 2002 até 2003

CETEC – Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais
Centro tecnológico do Estado de Minas Gerais
Posição: Presidente
Período: 1993 até 1995

EMPRESAS DE QUE PARTICIPOU


TELEMONT – Engenharia de Telecomunicações Ltda. - Brasil
Instaladora na área de telecomunicações.
Posição: Fundador, Sócio e Presidente
Período: 1975 até 1990

Tecnowatt Iluminação S/A - Brasil
Fabricante de equipamentos de iluminação.
Posição: Fundador, Sócio e Diretor
Período: 1968 até 1989

ETI – Escritório Técnico de Instalações
Posição: Sócio e Diretor
Período: 1970 até 1980

ETI - Inspeção e Controle de Qualidade - Brasil
Posição: Sócio e Diretor
Período: 1975 até 1980

CONSELHEIRO E MEMBRO DE CONSELHOS CONSULTIVOS

Sociedade Mineira de Engenheiros – Presidente do Conselho Fiscal (2002 a 2005).
Membro do Conselho de Política Econômica e Social da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG (2002 a 2005).
Membro do Conselho de Desenvolvimento Tecnológico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG (2003 a 2005).
Membro do Conselho Fiscal – Instituto Estrada Real (2002 a 2005).
Membro do Conselho Curador da Fundação Gorceix (2000 a 2005).
Membro do Conselho Diretor da Fundação Gorceix (1993 a 2000).
Membro do Conselho Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto (1993 a 1994).
Membro do Conselho Consultivo da Escola Técnica Federal de Ouro Preto (1992 a 1998).
Conselheiro Efetivo do Conselho Deliberativo do SEBRAE-MG – Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa/Regional de Minas Gerais, representando a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais -FIEMG (1991 a 1995), e representando o INDI (2002).
Presidente da Comissão de Empresários das Médias e Pequenas Indústrias da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG (1992 a 1995).
Vice-Presidente do CIEMG – Centro das Indústrias do Estado de Minas Gerais (1989 a 1991)
Presidente e Fundador do Sindicato das Indústrias de Materiais Elétricos, de Gás, Hidráulicos e de Instalações Sanitárias do Estado de Minas Gerais (1989 a 1991).
Membro do Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Estado de Minas Gerais – COREMINAS (1975 a 1976)
Membro do Conselho da ABECORTEL – Associação Brasileira das Empresas de Construção de Redes Telefônicas.

HOMENAGENS

Medalha de Prata Santos-Dumont 1987 – Ministério da Aeronáutica.
Insígnia da Inconfidência 1989 – Governo do Estado de Minas Gerais.
Medalha da Inconfidência 2002 – Governo do Estado de Minas Gerais
Medalha Economista Fernando Roquete Reis 2007 - Associação de Classe
Distinção 88 –Setor de Telecomunicações – Jornal Diário do Comércio - MG.
Personalidade 89 –Setor de Telecomunicações – Jornal do Brasil - MG.
Personalidade 89 – Troféu Tancredo Neves– Jornal do Brasil - MG.
Distinção do Ano 1994 – Troféu Carlos Drumond de Andrade – Itabira – MG.
Homenagem Especial da ABINEE-MG Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Regional Minas Gerais – 1995

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

NOSSA ENTIDADE

Neste mês o CONFEA, dando prosseguimento a seu projeto Fortalecimento das Entidades, convidou para um Workshop ,em Brasília, as cinco mais antigas entidades representativas da Engenharia no Brasil, desde a mais longeva, Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, passando pelos Institutos de Engenharia de São Paulo, do Paraná e do Rio Grande do Sul, até a caçula, nossa SME. Faltou na verdade uma sexta, com 100 anos, a de Pernambuco, mas que se aliará a nós em próxima reunião.
Está aquele importante órgão aglutinador dos CREAS Regionais preocupado com a representatividade ou a presença da Engenharia nos segmentos pelos quais ela se consolida, regulariza, valoriza e se afirma. Daí a razão deste grande trabalho buscando um plano com um conjunto de ações que possam ser executadas pelas entidades nacionais com vistas a seu estabelecimento.

Antes de mais nada, alegrou-nos ver de consenso entre os participantes a tese que tivemos a oportunidade de defender naquele mesmo plenário e posteriormente como convidado a Seminário de Entidades do Sul, em Porto Alegre, baseada na realidade do tripé envolvendo a Engenharia e que se oferece à sustentação via os três segmentos que o perfazem, ou seja: o primeiro, aquele que envolve os CREAS , credenciando o engenheiro ao exercício da profissão , para o que se submete à fiscalização e recolhe o tributo a garantir-lhe o direito ao trabalho; o segundo, aquele para o qual contribue o engenheiro que deseja ver seu esforço retribuído devidamente pelos contratadores, constituindo seus dirigentes como negociadores da sua valorização profissional e, finalmente, a terceira perna, da qual voluntariamente participa o engenheiro, por tê-la como sua tribuna e seu apôio, seja por levar seu pensamento e sua criação às diversas áreas da sociedade, seja por captar e levar-lhe planos e estudos novos, aumentando-lhe o conhecimento e a capacitação.
Portanto, caracteriza-se perfeitamente a função de cada órgão ou entidade e bem funcionaria o sistema integrado se bem compreendidas, aceitas e apoiadas por toda a classe profissional as funções pertinentes a cada um ou cada uma. Infelizmente tal não ocorre nos tempos de hoje, talvez tendo como causa principal o fator financeiro, ocasionando o desajuste e o desequilíbrio das atribuições respectivas.

Assim, se ali se encontram engenheiros a criticar o CREA e questionar sua existência e a obrigatoriedade de se submeter a taxas legais para o exercício, se acolá outros tantos a se afastar dos sindicatos por muitas vezes envergarem bandeiras político-partidarias ao invés de praticarem a política DA engenharia como consequência, trocada pela política NA engenharia como bandeira, mais perto a nós o alheamento e a indiferença da classe à sua verdadeira representatividade, entidade independente e autônoma, sem vinculos de qualquer espécie a lhe tolher a missão de se pronunciar quanto às soluções da Engenharia no contexto do desenvolvimento nacional, após debate aberto e participativo das competências peculiares aos temas em análise.
Daí a importância desta iniciativa do CONFEA, quando ele mesmo se pergunta, entre as questões formuladas em workshop especifico a nossas entidades :–“ O Sistema Confea-Creas é um conjunto de organizações desorganizadas ?”
Eu diria que está todo o tripé desorganizado e mais que hora nos compormos para a grandeza de nossa profissão.

E COMO ESTAO AS SOCIEDADES DE ENGENHEIROS ?

Como vimos, a confusão de ações entre os componentes do tripé leva-nos a buscar com urgência soluções que permitam o retorno ao equilíbrio das atividades todas elas complementares. Perguntas diversas nos são feitas tais como: Qual nosso papel junto à formação profissional? E junto aos estudantes? A inteligência do sistema está nas entidades? Quais as bandeiras que elas levantam? Como operacionalizar seu papel em questões como ética, ART, políticas públicas, atribuições profissionais, etc? Quais se consideram sustentáveis e atuantes? Precisam de organização e planejamento? O que cada uma pode fazer por si própria e pelas outras? E se sobressai que o Sistema busca auxiliá-las não como um projeto de tutela, mas de apoio para que elas busquem recursos externos. Dois pontos principais se distinguiram no encontro havido. O primeiro deles, a constatação de uma enorme proliferação de entidades, que a cada instante se formam e, ao invés de introduzir sinergia ao sistema, contribuem para sua depauperação, criam mais carências, ao invés de se tornarem caudais de um seu constante progresso. As entidades mais antigas foram muitas vezes , inconscientemente e por políticas necessárias não detectadas a tempo, objeto do aparecimento de sociedades derivadas, que, ao invés de a elas se irmanarem, passaram a lutar por sua própria mais difícil sobrevivência, aumentando sua dependência quase sempre ao sistema CREA e a pequenos eventos captadores de patrocínios, num formidável desperdício de energias. Nos mais das vezes, pois, enfraqueceram-se aquelas e já nasceram combalidas estas, com algumas exceções.
O segundo deles se refere à imensa massa de engenheiros , preenchendo os espaços entre aqueles das épocas mais antigas e os que agora vêm chegando , massa esta desligada ou não ciente do quanto lhe podem trazer de benefícios as sociedades de engenharia. Associada a um tempo em que a paralização dos investimentos levou a Engenharia a perder muito de sua projeção e dignidade, a luta pelo dia a dia do profissional então formado, a falta de tempo mormente nos grandes centros e outros problemas mais, tudo isto afastou os engenheiros e os impediu de se aproximar mais das entidades e delas participar ou ao menos apoiar financeiramente.
Notamos que as quatro primeiras associações criadas, infelizmente não nosso caso, dispõem vindo dos primeiros anos de sua existência de patrimônio físico que, alem de lhes dotar do espaço sede tão necessário à freqüência dos sócios, ainda lhes dá margem à exploração comercial a cobrir eventuais problemas de inadimplência. De qualquer forma, com um quadro social mais estável e fiel, elas se lançam, e nisto não ficamos atrás, à conquista de novos sócios e ao aumento de sua arrecadação via promoção de educação continuada, que encontra alta ressonância em suas regiões.
Do mesmo jeito, há atenção especial aos estudantes nos diversos ramos escolhidos, tarefa que estamos agilizando pela atualização de nosso Prêmio de Ciência&Tecnologia e Inovação, a nos levar doravante com maior frequência às Universidades, onde reside a matéria prima de nosso futuro quadro social.

E COMO ESTA A SME

A SME é hoje principalmente um repositório de excelentes ações de um passado já se fazendo distante, quando maior era a assiduidade dos seus membros , melhores as condições de atuação e mais disponibilidade existente da parte de profissionais e empresas.
À medida do possível se repetem eventos e promoções que a mantenham à luz da divulgação, com real efeito atestado por opiniões que volta e meia nos chegam. Temos à frente um vasto programa de atividades a exigir o esforço e a dedicação de um pequeno grupo de associados que se uniram à Presidência nesta busca de espaços e realizações. Já temos até repetido que idéias não nos faltam, o que nos cabe agora é receber o apôio à consecução dos projetos levantados.
Dentro das medidas traçadas e que irão sendo colocadas em prática à medida das possibilidades, podemos citar:
1.A realização mensal dos almoços 12h30 ou jantares 19h30, dos cafés da manhã direcionados a problemas específicos do momento, dos encontros com o engenheiro a falar de sua carreira e sucesso, da apresentação de empresas aos sócios interessados em conhecer produtos e lançamentos e a semanal de palestras técnicas levantadas pelas comissões.
2.A realização de um mínimo de 3 jornadas e 2 seminários anuais, bem como do evento Tendências por nós criado ao início da administração e que enfoca, através de conceituados empresários e membros do alto escalão do Governo, as previsões para o ano que então se inicia, alem da manutenção do Curso para Atualização Cultural da Mulher duas vezes ao ano e que pretendemos se estenda a ambos os públicos, masculino e feminino..
3.A realização da Medalha do Engenheiro do Ano, bem como a volta das Medalhas Lucas Lopes e Amaro Lanari, aliadas ao Prêmio Ciência &Tecnologia e Inovação, com o aumento de nossa presença nas Universidades através de palestras e comparecimento a seus Seminários internos.
4.A modernização de nosso site e a complementação de nosso Banco de Dados, permitindo uma comunicação eficiente e constante com os associados, como também via nosso jornal e nossa revista recém-lançada
5.O lançamento de cursos em parceria ou não de modo a acentuar-se a importância da Educação Continuada, seja visando profissionais a aprimorar-se na carreira, seja levando maior conhecimento aos engenheirandos.
Mais ainda, no interesse direto dos sócios, o lançamento da nova carteira, cercada de inúmeros convênios que os beneficiem com descontos (até a mensalidade da SME se pode cobrir com um mínimo de compra dentro de convênio- sugiram por favor convênios que lhes interessem). Tambem a obtenção de uma carteira de crédito com juros especiais junto à Engecred, a finalização em curso de convênio saúde e de seguro pessoal, etc
Assim, a Sociedade se aparelha, já tendo treinado seu quadro de funcionários para o melhor atendimento ao quadro social e para o perfeito desempenho dos eventos programados.
Mas tudo isto e muito mais que possa partir de sua colaboração e sugestão, só se realiza à proporção que vier a adesão do profissional , seja diretamente no trabalho das comissões técnicas, seja na presença aos acontecimentos previstos, seja na comunicação constante pela maneira mais adequada, seja simplesmente na colaboração financeira indispensável a que as cousas aconteçam.
Em nosso encontro sempre ficou latente que a Sociedade tem o tamanho dos seus sócios , são eles que engrossam e estimulam suas conquistas e espalham os frutos que dela emanam no cumprimento de seus ideais.

E COMO ESTÁ A SME PARA DESENVOLVER SEU PROGRAMA?

Já citamos que a força da organização se encerra nos seus potenciais. Um reduzido número de engenheiros pode trazer à sociedade idéias e projetos da maior envergadura. Mas um grande contingente pode dar dimensões ainda maiores aos mesmos, constituir-se em ação fundamental a pugnar por ações e valores que imprimam o desenvolvimento da nação.
Dai necessitarmos expandir nosso quadro social ou mesmo buscar a reafirmação de presença de tantos e tantos que são apontados no Banco de Dados e nem ao menos a sua parca contribuição mensal aparece em nossos extratos. Mais ainda, pretendemos numa política-irmã buscar várias das entidades o mais das vezes nascidas no seio da SME para que a nós se unam em programas comuns, planejamentos coletivos e reunião constante em temas que às vezes lhe pareçam peculiares, mas que na verdade grande ressonância podem ter em todo o meio profissional, da qual a SME se lançou há 78 anos atrás como sua maior representante.. Por isto mesmo, em carta recente, pugnamos por ser a SME não uma Sociedade Mineira DE Engenheiros, mas uma legítima Sociedade DOS Engenheiros.
Alem de tudo, em nossa mãos hoje a definição sobre onde sediar-nos. Retomado o edifício da rua Timbiras, segue-se processo onde temos a receber expressiva quantia, mas os trâmites de uma Justiça que parece privilegiar mais os infratores por vias de uma estrutura insuficiente e anacrônica não lhe põe data de recebimento. Cabe-nos, pois, a decisão de criar o ponto inicial deste vasto programa a que nos propomos. Não tem meios suficientes a SME a recuperar os danos ao prédio, cujos valores também se anexaram ao processo e a ela cabe ainda certificar-se da entrada permanente dos valores que possibilitem e aumentem o conjunto de benefícios a levar aos sócios no dia a dia. Duas posições se destacam nas possibilidades aventadas: o aluguel novamente de todo o prédio a empresa que dê o mínimo de garantias de cumprimento do contrato e de imediata restituição do imóvel em caso de inadimplência ou, então, a ocupação de parte do imóvel e exploração dos espaços vários de forma a garantir pelo menos parte da receita mensal necessária.
Na primeira hipótese, haveremos de encontrar espaço suficiente a nosso setor administrativo e alguma promoção de curso e apresentação de empresas, ficando locais nobres na cidade para aluguel quando de nossos outros encontros.Na segunda hipótese, à qual sempre nos apegamos, desde que tomamos posse já no 3º andar do CREA, estaria a SME no ambiente onde tantas vezes ela brilhou e tantas vezes acolheu seus sócios e parceiros, o que serviria agora para uma bandeira nesta campanha de retorno dos engenheiros à sua entidade-mor. Entretanto, qualquer decisão não pode estribar-se em desejos ou possibilidades momentâneas, mas há que encarar a realidade da permanência da SME no futuro, em torno de seus planos e projetos a desenrolar.

E COMO PODE O ENGENHEIRO PARTICIPAR ?

Evidentemente filiando-se ou voltando a reconfirmar uma filiação antiga, como primeiro passo, inclusive ajudando-nos , da maneira mais fácil ao mesmo, a atualizar nosso Banco de Dados, de forma a poder receber permanentemente nossas publicações , convites e comunicações.
Por outro lado, participando da vida cotidiana nossa, seja por sugestões, pronunciamentos, presença nos eventos, interesse pelas comissões técnicas, artigos e toda forma possível a marcar sua ação no seio da representatividade da Engenharia. Mas, um ponto crucial e indispensável : sua participação na vida financeira da SME, sem o que planos, projetos, idéias ficam ao largo das melhores intenções e não alcançam sua desejada colaboração ao profissional, ao futuro engenheiro para que deles emane a positiva ação e influência nos programas de desenvolvimento do País ou no aconselhamento às medidas que se tomam hoje sem se ouvir a Engenharia.
Escutamos do IE de S.Paulo, quando frizamos a importância da colaboração dos sócios a evitar que nos transformemos em pedintes de dinheiro e dependentes de empresas e órgãos para externarmos nossas opiniões, que também eles, naquele Estado sempre contaram com a não necessidade de ficarem “ a correr o pires” em busca de sua sustentação. Muito ouvimos de sócios pagantes que falar de dinheiro com os não pagantes pode assustar a ambos, mas nos recusamos a viver de esperanças e irrealidades, quando tanto tem a SME a executar, a espargir de técnica e qualidade, mas que há de se submeter ao posicionamento real dos engenheiros a que nos dirigimos. Temos uma grande batalha à frente. Nossas atitudes dependerão essencialmente dos que se colocarem à frente e ao nosso lado na luta que nos espera. Para tanto, necessário saber com precisão com quem contamos. Se dúvida lhes cabem, aproximem-se, solicitem esclarecimentos, visitem-nos ou peçam nossa visita, encaminhem sugestões e idéias a acompanhar sua adesão. Estamos, finalmente, propondo conforme itens abaixo:
1.Que cada um, ao receber este comunicado, à exceção do que houver pago anualidade em 2009 ou semestralidade neste segundo semestre de 2009, recolha até 31 de agosto próximo a quantia de R$40,00, a lhe dar plena quitação sobre o ano em exercício. A importância pode ser encaminhada , identificado o remetente, pela via que lhe for mais conveniente, porem de preferência por depósito bancário à SME a saber:
389- Banco Mercantil- Agência 0185
CsCs 02010329-6
Sociedade Mineira de Engenheiros
CNPJ 17.227.745/0001-90
2.Que nos encaminhe, igualmente,sua reafirmação ou adesão de sócio, de modo a contarmos com seu nome não só agora, mas nos anos posteriores.
3.A intenção, se os números vierem a atender a necessidade do programa financeiro da SME é que , a partir de 2010, se cobre uma anualidade de R$120,00 de uma só vez em fevereiro ou duas semestralidades de R$65,00 cada, cobráveis em fevereiro e julho. Permanecerá a cobrança mensal de R$18,00 aos que quiserem prevaleça a modalidade atual, em que cada boleto de cobrança nos custa R$4,14
4.A partir do balanço de 2009 e mensalmente após o mesmo, os pagantes receberão os demonstrativos mensais do nosso movimento financeiro, que hoje está sempre à disposição dos que quiserem vir vê-los

Este,pois, um grande momento para a SME,a busca formal e firme do seu Fortalecimento, a que fomos desafiados pelo Confea e cujos resultados iniciais queremos levar àquela Casa, quando de próxima reunião, marcada para 02 de setembro próximo e para a qual tambem todos os sócios são convidados a emitir suas opiniões e proposições.
A todos que tiveram a gentileza de recolher, ler, analisar e agir em função destes 5 textos meu sincero e amigo

MUITO OBRIGADO

Márcio Damazio Trindade
Presidente da SME